O coração da prancha é o bloco de espuma. PU (poliuretano) e EPS (poliestireno expandido) têm personalidades diferentes que afetam performance, durabilidade e sensação na água. Compare abaixo e faça o quiz interativo para decidir com confiança.
Escolher prancha vai além do visual ou tamanho. Entender as diferenças entre PU e EPS é crucial para qualquer surfista, do iniciante ao avançado. Este guia destila o essencial para você escolher com segurança.
Poliuretano (PU): o clássico confiável
- Espuma mais densa → prancha geralmente mais pesada, “assenta” na onda.
- Flex mais lento, resposta mais “amortecida” (controle em alta velocidade).
- Laminação tradicional com poliéster (ou epóxi para mais resistência).
- Robustez geral: menos propenso a quebrar e a pressure dings de uso normal.
- Geralmente exige longarina para estrutura.
- Menos sensível ao calor; reparo fácil e mais barato; custo inicial menor.
- Impacto ambiental historicamente maior (menos reciclável; poliéster mais tóxico).
Poliestireno Expandido (EPS): a inovação leve
- Estrutura de esferas → núcleo mais leve e com mais flutuação.
- Flex elástico e retorno rápido: sensação “popping” e viva.
- Compatível apenas com resina epóxi (mais forte e menos tóxica).
- Dispensa longarina; abre espaço para designs de flex e reforços de carbono.
- Mais resistente a dings pontuais, mas absorve água se danificado → reparo urgente e mais complexo.
- Mais sensível ao calor (delaminação/bolhas); custo inicial/réparos geralmente mais altos.
- Tendência a menor pegada ambiental e reciclabilidade.
PU vs. EPS: comparação lado a lado
| Característica | PU | EPS |
|---|---|---|
| Peso | Mais pesado | Mais leve |
| Flutuação | Menor | Maior |
| Flex/Resposta | Flex lento e amortecido | Elástico, rápido, “vivo” |
| Durabilidade | Robusto, menos propenso a quebrar | Resiste a dings, mas absorve água em danos |
| Reparo | Mais fácil e barato | Mais complexo e caro |
| Calor | Menos sensível | Mais sensível |
| Resina | Poliéster ou Epóxi | Apenas Epóxi |
| Longarina | Normalmente requer | Dispensa (designs variados) |
| Impacto ambiental | Menos reciclável | Mais amigável (epóxi menos tóxica) |
Escolha certa pra você: perguntas essenciais
Iniciante? EPS costuma facilitar remada e entrada na onda.
Ondas fortes e cavadas? PU entrega controle e previsibilidade.
Ondas pequenas? EPS brilha com velocidade e “pumping”.
Custo e manutenção? PU tende a ser mais barato e simples de reparar.
Sustentabilidade? EPS e epóxi costumam levar vantagem — mas a escolha final depende do conjunto (bloco + resina + processo).
Conclusão
Não existe “melhor universal”, existe o melhor pra você. Se prioriza controle e robustez, PU pode ser o caminho. Se busca leveza e resposta rápida, o EPS tende a combinar mais. Muitos surfistas mantêm quivers com os dois ou optam por PU laminado em epóxi como meio-termo. Sempre que possível, teste ambas na água.